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MATÉRIA TECNOLOGIA:

Vedações e Componentes - Braços, fechos e guarnições -
garantem bom desempenho

- Matéria Publicada em 15/05/2005 -

 

A evolução dos sistemas de fachada trouxe também mudanças na tipologia utilizada nos quadros de vidro móveis das torres comerciais. Por suas características de desempenho e estanqueidade, as janelas maxim-ar passaram a ser as mais adequadas, desde que recebam componentes de qualidade.

Responsável pela ventilação natural dos ambientes internos de uma edificação, a janela maxim-ar é utilizada também para atender às exigências do Corpo de Bombeiros de saída da fumaça em caso de incêndio, e como alternativa de circulação de ar, no caso de pane dos sistemas de climatização.

 

Janela maxim-ar em fachada-cortina: vedações
e componentes adequados garantem estanqueidade

 

Quando os edifícios começaram a ser climatizados, o grande número de maxim-ar nas fachadas era uma resposta a eventuais emergências, causadas por problemas de funcionamento dos equipamentos de ar condicionado. Hoje, com sistemas confiáveis e bons projetos, que prevêem alternativas para a correção rápida de uma pane, utilizam-se apenas alguns quadros de vidro móveis, dispostos em trechos estratégicos das fachadas.

Segundo o arquiteto e consultor de fachadas e vidros Paulo Duarte, a distribuição das janelas maxim-ar é feita de acordo com as conveniências de sua posição, para permitir a ventilação cruzada ou atender às necessidades específicas de cada projeto. Em alguns condomínios comerciais, por exemplo, existe a preocupação de promover a ventilação geral do edifício, fazendo a troca do ar interno em fins de semana.

Hoje, predomina a tendência de especificar em cada andar alguns quadros de abrir. Para esse tipo de projeto é importante verificar se o pavimento tem prevista uma subdivisão para instalar um quadro móvel em cada ambiente. Dependendo da área do pavimento, abrem-se um ou dois quadros por fachada, nas faces mais longas.
 


Componentes


O sistema de ar condicionado deve cumprir sua tarefa de tornar o ambiente interno agradável, sem elevar o consumo de energia e os custos do condomínio. Sua boa performance requer que os quadros de vidro móveis sejam totalmente estanques. Para isso, a janela maxim-ar depende muito de seus acessórios, sistemas de vedação e cuidados de instalação.

A tipologia tem acompanhado a evolução das fachadas, os componentes também estão sendo desenvolvidos para suprir as principais necessidades de desempenho técnico e conforto dos usuários, sempre considerando a estanqueidade à água, ao ar, isolamento termoacústico, ventilação e estabilidade.
 

A folha maxim-ar requer, basicamente, dois tipos de componente: braços e fechos. Os braços devem ser especificados de acordo com a folha em que serão aplicados: se esta não encostar perfeitamente sobre as guarnições perimetrais de vedação, a estanqueidade fica prejudicada.

 

O dimensionamento correto do braço da maxim-ar depende
das medidas das folhas e de seu peso

 

O dimensionamento correto do braço da janela maxim-ar depende das medidas das folhas - largura e altura - e de seu peso. Se o braço for muito curto, a estabilidade da folha na posição aberta ficará prejudicada. Braços que não suportam as solicitações extremas ou rebites e parafusos inadequados muitas vezes causam a queda ou o deslocamento de painéis móveis. As janelas devem resistir às solicitações de ventos de rajada quando abertas.

Já os fechos deverão garantir, quando a janela estiver na posição fechada, que a folha fique pressionada contra as guarnições perimetrais. Se houver folgas, a esquadria não será totalmente estanque e, conseqüentemente, a folha poderá vibrar quando for submetida a cargas de vento. A folha deve receber dois fechos - um esquerdo e um direito -, sempre que sua largura ultrapassar a medida de 800 milímetros. Se isso não for feito, a travessa inferior corre o risco de deformação na ocorrência de pressões negativas de vento, o que provocará a abertura dos cantos inferiores da esquadria e, em conseqüência, a entrada de água.

 

Guarnições
 

Segundo Paulo Duarte, é recomendável que os fechos da maxim-ar tenham chave ou trava e sejam acionados apenas pelo pessoal da manutenção. Isso evita que usuários abram as janelas, desequilibrando o sistema de ar condicionado. Devem ser previstas fechaduras-mestras para facilitar a operação, e a equipe da manutenção do edifício deve ser treinada para operar as janelas quando necessário.

As guarnições são fundamentais para o desempenho da esquadria. São utilizadas para fixar e vedar o vidro no perfil e permitir a movimentação dos materiais nas contrações e dilatações sofridas durante as cargas de ventos e diferenciais de temperatura. Feita com gaxetas de EPDM ou de silicone, a vedação dos caixilhos móveis pode ter até três linhas de proteção. A primeira é a vedação externa, instalada na aba mais exterior da folha. A segunda, interna, é colocada no perímetro do marco. A terceira é colocada para casos de maior exigência, como o de maxim-ar em sistemas de fachada-cortina, criando nas juntas entre dois quadros consecutivos uma primeira “câmara de descompressão”.

Segundo Paulo Duarte, antes de especificar a maxim-ar é importante analisar alguns itens do projeto, como os locais adequados para colocar a janela. Essa posição deve ser estratégica para permitir ventilação cruzada com outras aberturas. A planta interna do edifício também deve ser estudada para que o caixilho móvel fique em ponto de fácil acesso. Os quadros não devem ser muito grandes - a tendência atual de fazer quadros com dimensões elevadas exige estudo cuidadoso do peso desses caixilhos.


Publicada originalmente em FINESTRA
Edição 41 Maio de 2005